O escritor E.
Michael Jones apresentou uma interpretação muito atual para a história de Sansão. Ele traz a história bíblica para o contexto do movimento político pela liberação sexual.
Sansão era um líder fortíssimo, que não podia ser vencido pelos filisteus, seus inimigos. Os filisteus, espertamente, conspiraram para ligar Sansão a uma mulher. Esta mulher, Dalila, tentou por todos os meios descobrir o segredo da força de Sansão. E tentava descaradamente, traindo a confiança de Sansão várias vezes. Sansão, cego de amores, desconsiderou os sinais óbvios da traição até que, enfim, contou a ela o segredo de seu poder: sua ligação com Deus, simbolizada por seus cabelos.
Dalila cortou a conexão de Sansão com Deus e ele foi facilmente dominado por seus inimigos e, posteriormente, teve seus olhos arrancados. A cegueira da paixão e da luxúria tornou-se cegueira real. A impotência espiritual tornou-se incapacidade física.
Esse é, precisamente, o resultado esperado das políticas de liberação sexual. Deixar a juventude espiritual e moralmente cega por meio da exposição à pornografia e à estimulação sexual incessante, para que ela se torne incapaz.
E é óbvio que tem funcionado. O fenômeno do adulto com vida de adolescente, um homem de 30 anos, angustiado, totalmente dedicado a frivolidades como filmes nerd e quadrinhos japoneses, viciado em pornografia desde os 12 anos e que se sente mal se não se masturbar 03 vezes por dia, é o resultado imediato desse programa. O quadro está claríssimo.
Só resta ter a coragem de nomear quem corresponde aos filisteus.
*A imagem é um recorte do quadro “O cegamento de Sansão”, de Rembrandt.